Curso de Redação Enem 2026 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br Matrículas Abertas Mon, 24 Nov 2025 18:57:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/wp-content/uploads/2025/10/cropped-favicon-logo-cpmb-32x32.png Curso de Redação Enem 2026 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br 32 32 Tema Enem 2025 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/tema-enem-2025/ https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/tema-enem-2025/#respond Mon, 24 Nov 2025 18:57:07 +0000 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/?p=2447 PROPOSTA DE REDAÇÃO

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Em 2022, o total de pessoas com 65 anos de idade ou mais no país chegou a 10,9% da população, com alta de 57,4% frente a 2010, quando esse contingente era 7,4% da população. É o que revelam os resultados do universo da população do Brasil desagregada por idade e sexo do Censo Demográfico 2022. “O Estatuto do Idoso define como idoso a pessoa de 60 anos ou mais. O corte de 65 anos ou mais foi utilizado nessa análise para manter comparabilidade internacional e com outras pesquisas que utilizam essa faixa etária, como de mercado de trabalho”, justifica a gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE. O aumento da população de 65 anos ou mais e a diminuição da parcela da população de até 14 anos no mesmo período, que passou de 24,1% para 19,8%, evidenciam o franco envelhecimento da população brasileira.

GOMES, I.; BRITTO, V. Censo 2022. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 21 maio 2025 (adaptado).

TEXTO II

Um movimento na internet, contrário ao pictograma com a bengala para os idosos, iniciou uma campanha para modificar essa imagem. A empreitada coletiva acabou com a elaboração de um novo desenho, uma figura mais altiva, ao lado da inscrição “60+”

Disponível em: www12.senado.leg.br. Acesso em: 21 maio 2025.

TEXTO III

A velhice é tempo de se retratar consigo mesma, de falar da doença, da sexualidade, do tédio e da liberdade de não se encaixar mais nas expectativassociais. “A velhice não é doença.
É destino”, escreve Rita Lee. Mas ela mesma mostra que esse destino não é sinônimo de mero encaminhamento para o fim — é campo de novas escolhas, inclusive a de desafiar estereótipos reservados para essa fase da vida.
A atriz Fernanda Montenegro, 95 anos, oferece em suas memórias uma síntese luminosa desse gesto de habitar o tempo com dignidade: “A velhice é o tempo em que a vida já foi vivida e, por isso mesmo, pode finalmente ser olhada de frente, sem o pânico do ineditismo”.

Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 17 maio 2025

TEXTO IV

Um novo estereótipo: o “velho ativo”, saudável e com recursos pressiona o “velho inativo”, doente e pobre. Nem todos os idosos têm recursos à disposição para aderir a essa corrida.

Idosos são os principais mantenedores dos lares

Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 4 jun. 2025 (adaptado).

TEXTO V

Dona Maria Rita era tão antiga que na casa da filha estavam habituados a ela como a um móvel velho. Ela não era novidade para ninguém. Mas nunca lhe passara pela cabeça que era uma solitária. Só que não tinha nada para fazer. Era um lazer forçado que em certos momentos se tornava lancinante: nada tinha a fazer no mundo. Senão viver como um gato, como um cachorro. Seu ideal era ser dama de companhia de alguma senhora, mas isso nem se usava mais e mesmo ninguém acreditaria nos seus fortes setenta e sete anos, pensariam que era uma fraca. Não fazia nada, fazia só isso: ser velha. Às vezes ficava deprimida: achava que não servia a nada, não servia sequer a Deus.

LISPECTOR, C. Onde estivestes de noite.
Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1974.

TEXTO VI

Quem tem direito de viver mais?

O documentário Quantos dias. Quantas noites busca investigar quem, afinal, tem direito a uma vida longa no Brasil.
“São inúmeros os marcadores que definem quem vai viver e quem vai sucumbir diante de uma realidade imposta por um sistema bastante perverso”, afirma o diretor do documentário.
“O envelhecimento leva a maioria das pessoas a um declínio funcional. Mas, se você chega aos 75 tendo acumulado desigualdades, principalmente pelo racismo, é muito difícil sobreviver com qualidade de vida”, diz um médico gerontólogo.

Disponível em: g1.globo.com. Acesso em: 10 jun. 2025 (adaptado)

 

 

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Tema Enem 2024 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/tema-enem-2024/ Tue, 07 Oct 2025 18:02:20 +0000 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/?p=705 Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”, apresentando proposta de ação social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Não se esqueça: seu texto deve ter mais de 7 (sete) linhas e, no máximo, 30 (trinta) linhas.

TEXTO 1:

Herança – o legado de crenças, conhecimentos, técnicas, costumes, tradições, transmitido por um grupo social de geração para geração; cultura.

HOUAISS, A: VILLAR M S Dicionário Houaiss da língua portuguesa Rio de Janeira Objetiva, 2009 (adaptado)

TEXTO 2:

As culturas africanas o afro-brasileiras foram relegadas ao campo do folclore com o propósito de confiná-las ao gueto fossilizado da memória Folclorizar, nesse caso, é reduzir uma cultura a um conjunto de representações estereotipadas, via de regra, alheias ao contexto que produziu essa cultura.

OLIVEIRA, E. D. A epistemologia da ancestralidade. Entrelugares: revista de sociopoética e abordagens afins. 2009

TEXTO 3:

PAULINO, R. Ainda a lamentar. In: GONÇALVES, A. M. Um defeito de cor: romance. Rio de Janeiro. Record. 2024 (adaptado).

TEXTO 4:

História afro-brasileira nas escolas: professoras comentam avanços e dificuldades

As aulas sobre escravidão eram motivo de vergonha para uma professora quando ela estudava em uma escola municipal na zona sul de São Paulo. “Era o meu pior momento na escola”, lembra a ex-aluna. Naquela época, a história da população negra no Brasil era reduzida ao horror do período escravocrata. Não se falava na escola sobre temas como a história e a cultura afro-brasileira, muito menos sobre as grandes personalidades negras do pais, como Luiz Gama e Carolina Maria de Jesus.

A pedagoga, que é negra, tem orgulho de oferecer uma experiência diferente da que viveu em sala de aula para seus alunos. Agora os livros infantis levados para as turmas têm protagonistas pretos. Temas como a beleza do cabelo crespo e o combate ao racismo fazem parte do dia a dia da escola.

Disponível em: https://jornal.unesp.br/2023/02/10/historia-afro-brasileira-nas-escolas-professoras-comentam-avancos-e-dificuldades/
https://jornal.unesp.br. Acesso em: 3 jun 2024 (adaptado).

TEXTO 5:

Histórias para ninar gente grande
G.R.E.S. Estação Primeira de Manqueira
(samba-enredo de 2019)

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra
Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não esta no retrato
Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati
Salve os caboclos de junho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
Do ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

Disponível em: https://mangueira.com.br/site/sambas-enredo/
Acesso em: 30 maio 2024 (fragmento)

TEXTO 6:

Alunos de escola municipal conhecem pontos do Rio que retratam relação com a África

Alunos admiram grafite de Zumbi dos Palmares na Pedra do Sal.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/alunos-de-escola-municipal-conhecem-pontos-do-rio-que-retratam-relacao-com-africa-22512816 Acesso em: 29 maio 2024 (adaptado).

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Tema Enem 2023 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/tema-enem-2023/ Tue, 07 Oct 2025 18:02:13 +0000 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/?p=709 ‘‘Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”

TEXTO 1:

O trabalho de cuidado não remunerado e mal pago e a crise global da desigualdade

O trabalho de cuidado é essencial para nossas sociedades e para a economia. Ele inclui o trabalho de cuidar de crianças, idosos e pessoas com doenças e deficiências físicas e mentais, bem como o trabalho doméstico diário que inclui cozinhar, limpar, lavar, consertar coisas e buscar água e lenha. Se ninguém investisse tempo, esforços e recursos nessas tarefas diárias essenciais, comunidades, locais de trabalho e economias inteiras ficariam estagnados. Em todo o mundo, o trabalho de cuidado não remunerado e mal pago é desproporcionalmente assumido por mulheres e meninas em situação de pobreza, especialmente por aquelas que pertencem a grupos que, além da discriminação de gênero, sofrem preconceito em decorrência de sua raça, etnia, nacionalidade e sexualidade. As mulheres são responsáveis por mais de três quartos do cuidado não remunerado e compõem dois terços da força de trabalho envolvida em atividades de cuidado remuneradas.

Disponível em: https://www.oxfam.org.br/publicacao/tempo-de-cuidar-o-trabalho-de-cuidado-nao-remunerado-e-mal-pago-e-a-crise-global-da-desigualdade/ (adaptado).

TEXTO 2:

TEXTO 3:

A sociedade brasileira tem passado por inúmeras transformações sociais ao longo das últimas décadas. Entre elas, as percepções sociais a respeito dos valores e das convenções de gênero e a forma como mulheres têm se inserido na sociedade. Algumas permanências, porém, chamam a atenção, como a delegação quase que exclusiva às famílias – e, nestas, às mulheres – de atividades relacionadas à reprodução da vida e da sociedade, usualmente nominadas trabalho de cuidado.

Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/7412 (adaptado).

TEXTO 4:

Disponível em: https://issuu.com/pesquisafapesp/docs/pesquisa_299

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Tema Enem 2022 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/tema-enem-2022/ Tue, 07 Oct 2025 18:01:40 +0000 https://cursoprofessormarcelobraga.com.br/?p=714 Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil

TEXTO 1:

Você sabe quais são as comunidades e os povos tradicionais brasileiros? Talvez indígenas e quilombolas sejam os primeiros que passam pela cabeça, mas, na verdade, além deles, existem 26 reconhecidos oficialmente e muitos outros que ainda não foram incluídos na legislação.

São pescadores artesanais, quebradeiras de coco babaçu, apanhadores de flores sempre-vivas, caatingueiros, extrativistas, para citar alguns, todos considerados culturalmente diferenciados, capazes de se reconhecerem entre si.

Para uma pesquisadora da UnB, essas populações consideram a terra como uma mãe, e há uma relação de reciprocidade com a natureza. Nessa troca, a natureza fornece “alimento, um lugar saudável para habitar, para ter água. E elas se responsabilizam por cuidar dela, por tirar dela apenas o suficiente para viver bem e respeitam o tempo de regeneração da própria natureza”. diz.

Disponível em: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/agro-a-industria-riqueza-do-brasil/noticia/2022/01/29/gente-do-campo-descubra-quais-sao-os-28-povos-e-comunidades-tradicionais-do-brasil.ghtml (adaptado).

TEXTO 2:

TEXTO 3:

Povos e comunidades tradicionais

O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) preside, desde 2007, a Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), criada em 2006. Fruto dos trabalhos da CNPCT, foi instituída, por meio do Decreto número 6040, de 7 de fevereiro de 2017, a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A PNPCT foi criada em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado.

Disponível em: http://mds.gov.br/assuntos/seguranca-alimentar/direito-a-alimentacao/povos-e-comunidades-tradicionais#:~:text=O Ministério do Desenvolvimento Social,13 de julho de 2006. (adaptado).

TEXTO 4:

Carta da Amazônia 2021

Aos participantes da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26)

Não podia ser mais estratégico para nós, Povos Indígenas, Populações e Comunidades Tradicionais brasileiras, reafirmarmos a defesa da sociobiodiversidade amazônica neste momento em que o mundo se volta a debater a crise climática da COP26. Uma crise que atinge, em todos os contextos, os viventes da Terra!

Nossos territórios protegidos e direitos respeitados são as reivindicações dos movimentos sociais e ambientais brasileiros.

Não compactuamos com qualquer tentativa e estratégia baseada somente na lógica do mercado, com empresas que apoiam legislações ambientais que ameaçam nossos direitos e com mecanismos de financiamento que não condizem com a realidade dos nossos territórios.

Propomos o que temos de melhor: a experiência das nossas sociedades e culturas históricas, construídas com base em nossos saberes tradicionais e ancestrais, além de nosso profundo conhecimento da natureza.

Inovação, para nós, não pode resultar em processos que venham a ameaçar nossos territórios, nossas formas tradicionais e harmônicas de viver e produzir.

Amazônia, Brasil, 20 de outubro de 2021.

Entidades signatárias: CNS; Coiab; Conaq; MIQCB; Coica; ANA Amazônia e Confrem.

Disponível em: https://s3.amazonaws.com/appforest_uf/f1635878454366x123986991266021200/CARTA DA AMAZÔNIA 2021_COP 26_PORT.pdf (adaptad0).

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